“Morte por dengue hemorrágica não surpreendeu”, diz Assis Carvalho

No último sábado (18), a Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi) anunciou o primeiro óbito por dengue hemorrágica no Estado. Apesar do impacto da notícia, já que a última vez que o vírus mais nocivo da doença levou alguém a óbito o Piauí estava sob uma infestação de Aedes aegypti que vitimou 12 pessoas, o secretário Assis Carvalho afirmou que, diante do quadro de saúde apresentado pela vítima deste ano, seu falecimento não o surpreendeu.
“Ele tinha outros problemas de saúde, as chamadas doenças associadas. Além disso, demorou muito a procurar atendimento especializado. Uma pessoa que já tinha problemas no fígado sofria de tuberculose e tinha HIV como ele não poderia ter demorado tanto para procurar atendimento. Isso reduziu muito as chances dele”, explicou o secretário Assis Carvalho em entrevista na inauguração das novas instalações da Assistência Farmacêutica do Piauí, na manhã de ontem (20).
O Piauí possui, até agora, 3.909 casos registrados, sendo que somente sete deles foram de dengue hemorrágica. Este número é inferior, em 996 casos, à quantidade registrada no mesmo período de 2008, quando 4.905 pessoas foram infectadas pelo vírus, tendo sete delas apresentado a febre hemorrágica e sem óbitos.
O quadro dos dois últimos anos é bem diferente de 2007, quando o Piauí registrou, até a 27ª semana epidemiológica, assustadores 11.900 casos de dengue, sendo 84 provocados pelo vírus da dengue hemorrágica e com nove óbitos. Porém, naquele ano, o número de pessoas que faleceram em decorrência da doença chegou a 12.
Teresina é, até o último boletim divulgado pela Sesapi, a campeã em casos de dengue, com 1.137 casos, seguida de Santo Antônio de Lisboa (382), Lagoa do Barro (191), Simplício Mendes (124), Capitão Gervásio Oliveira (121), Canto do Buriti (110), Dom Inocêncio (109), São Raimundo Nonato (104), Piripiri (97), Guaribas (78) (ver infográficos).
Para Maria Veloso Soares, gerente de Vigilância em Saúde da Sesapi, a redução no número de infectados e de óbitos foi possível graças à iniciativa do governo de colocar a Brigada Mata Mosquito nos municípios com maior índice de infestação.
Uma operação de R$ 13 milhões que envolvia militares, agentes de saúde, poderes estaduais e municipais de saúde e a população no combate ao mosquito transmissor do vírus da dengue.
FONTE:www.sistemaodia.com




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